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Gorduras parte II: como consumir?

Lembram que na semana passada a gente falou sobre os tipos de gorduras e o que elas fazem no nosso organismo?

Já sabemos que algumas gorduras podem nos trazer benefícios, porém é preciso cuidado na hora de consumir, já que são alimentos super calóricos. Vamos conhecer as gorduras e suas fontes? LET’S GO!

1- Gorduras monoinsaturadas: se encontram em abundância no azeite e no óleo de amendoim, também são encontradas nos óleos de frutos secos (pistácios, amêndoas, avelãs, nozes, etc.), óleo de girasol, e no abacate. Permanecem na forma líquida quando se encontram à temperatura ambiente, mas solidificam quando refrigeradas. As gorduras monoinsaturadas são benéficas para o organismo, pois ajudam a reduzir os níveis de colesterol LDL no sangue, sem diminuir os de colesterol HDL. Oferecem proteção contra doenças cardíacas, apesar de que este efeito possa se dever simplesmente ao fato de substituírem as gorduras saturadas da dieta.

2- Gorduras polinsaturadas: são ácidos graxos essenciais, o Ômega 3 e Ômega 6. São substâncias que não são produzidas pelo organismo mas devem ser consumidas, tendo que ser obtidas por meio da alimentação. Também auxiliam na redução e controle dos níveis de colesterol no sangue. O único ponto negativo é que ela reduz tanto o colesterol ruim (LDL) quanto o bom colesterol (HDL). O ômega-3 pode ser encontrado no salmão, cavala, arenque, truta (são especialmente ricos em os ácidos gordos de cadeia longa ômega-3 EPA ou ácido eicosapentaenóico e ácido docosahexaenóico ou DHA), nozes, sementes de colza, soja, linhaça, assim como os seus óleos (especialmente ricos em ácido alfa-linolénico). Já o ômega-6 pode se encontado nas sementes de girassol, germe de trigo, sementes de sésamo, nozes, soja, milho, assim como os seus óleos.

3- Gorduras saturadas: em quantidades ideais a gordura saturada também é essencial para o bom funcionamento do corpo humano. Ela integra as membranas celulares e participa do armazenamento das vitaminas A, D, E e K nas células do organismo. Claro que em excesso o nutriente provoca o acúmulo de LDL nos vasos sanguíneos. A gordura saturada nem sempre é maléfica por um simples e único motivo: ela tem várias versões e apresentam diferentes estruturas químicas: uma estrutura “cis” e outra “trans” e nos produtos que contêm óleos parcialmente hidrogenadas industrialmente, apresentam algumas gorduras insaturadas na sua forma trans. As gorduras trans são formadas através de um processo químico chamado de hidrogenação. Nesse processo, os óleos vegetais líquidos são aquecidos e transformados em ácido graxo trans, uma gordura sólida que aumenta os níveis de LDL. Na indústria de alimentos, eles recebem o nome de gordura vegetal hidrogenada. A gordura saturada, em temperatura ambiente, apresenta-se em estado sólido. Elas são encontradas principalmente em produtos de origem animal, como nas carnes vermelhas e brancas (principalmente gordura da carne e pele das aves), leite e derivados integrais (manteiga, creme de leite, iogurte, nata), azeite de dendê, óleo e derivados de côco, bacon, banha de porco, óleo de algodão. Importante salientar que o côco e cacau possuem propriedade funcionais, por isso são consideradas gorduras boas, apesar de serem gorduras saturadas.

Espero ter ajudado a entender melhor sobre as gorduras presentes na nossa alimentação. É importante ter um profissional para te auxiliar a fazer boas escolhas e entender como aplicar no dia-a-dia a utilização sobre os alimentos.

Quaquer dúvida, contem comigo!

Um beijo e um queijo (branco, né?)

Paula Pinto.

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