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Dietas da moda parte I: Dieta Paleolítica

Toda semana vemos na mídia alguma dieta nova que promete perda de peso rápida e sem sofrimento. Pensando nisso, postarei aqui no blog uma séria sobre as dietas mais famosas, o que elas prometem, como funcionam, e o que podemos utilizar de cada uma delas. Prontos? Let’s go!

A dieta de hoje tem ganhado cada vez mais espaço. Como o próprio nome diz, essa dieta remete a alimentação praticada pelos homens da caverna. Com a chegada da indústria, o aumento da ingestão de alimentos industrializados mudou bruscamente o padrão alimentar humano. Trocamos os alimentos naturais por uma série de alimentos com substâncias tóxicas e muitas vezes até desconhecidas. Os nossos ancestrais paleolíticos eram caçadores-coletores, o que implicava numa dieta rica em carnes magras, peixes, vegetais frescos e frutas. No ponto de vista evolutivo, nosso organismo ainda é igual aos de nossos ancestrais paleolíticos, ou seja, não estaríamos preparados para o consumo de grãos, leguminosas, carboidratos ricos em amido, leite e laticínios, alimentos inseridos após a chegada da agricultura (há cerca de 10000 anos), o que estaria dieretamente relacionado com o desenvolvimento de inúmeras doenças crônicas, doenças carenciais e auto-imunes.

O que a dieta paleolítica (ou apenas dieta paleo) propõe é que seja feita a exclusão de alimentos industrializados, açúcar, cereais (como arroz, trigo e milho), grãos (feijão, lentilha, ervilha, soja), leite e seus derivados. A alimentação deve ser composta prioritariamente de carnes, peixes, ovos, raízes e tubérculos, frutas, legumes, folhas e oleaginosas. Embora existam diversas adaptações da dieta paleolítica, de uma maneira geral, trata-se de uma dieta hiperproteica , pobre em carboidrato e rica em fibras. É preciso atenção em alguns pontos. A escassez de carboidratos resultará na falta de energia e disposição colocando o organismo em risco de formação de corpos cetônicos. A exclusão dos grãos, principalmente os integrais, também é um ponto negativo, visto que esses alimentos favorecem menores concentrações de colesterol LDL (colesterol ruim), melhoram o controle do diabetes e ainda previnem câncer de cólon. Será que a dieta paleolítica se aplicaria na dieta dos tempos atuais? Há alterações do nosso estilo de vida e também em nossos alimentos. Por exemplo, sabe-se que nossas frutas atualmente contém muito mais frutose do que as frutas “paleolíticas”, os vegetais não continham agrotóxicos, as carnes dos animais apresentavam teores de gordura muito inferior aos das carnes dos animais criados hoje e não havia uso indiscriminado de antibióticos e hormônios. Entretanto, a dieta ocidental atual é rica em carboidratos refinados e gorduras saturadas. Existe o uso exagerado de alimentos processados e o déficit de ingestão de vegetais frescos, é uma alimentação com carga ácida elevada e poucos antioxidantes. Juntando isso a rotinas de muito estresse e sedentarismo, o surgimento de doenças é quase que inevitável!

Acredito que podemos tirar muitas lições da dieta dos nossos ancestrais, há muitos bons caminhos a seguir, mas como em qualquer dieta, principalmente quando há busca por emagrecimento, é fundamental o acompanhamento de um nutricionista para manter a saúde em primeiro lugar.

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